A Copa é nossa?

Tropeço contra Suíça traz dúvidas sobre o hexacampeonato

Primeiro tempo majestoso, a Seleção esteve presente em campo, determinada e confiante. O «joga bonito» encheu os olhos dos milhões de telespectadores, nos quatro cantos do mundo, torcendo pela vitória do Brasil com uma caipirinha na mão. Ou uma caipirosca em homenagem à Rússia!

Segundo tempo catastrófico, o time perdeu a cabeça depois do empate suíço. A antiga maldição de nosso sangue quente, o nervosismo, a pressão psicológica da necessidade de ganhar: nosso pior coquetel.

No canal da televisão francesa, sem a narração de Galvão Bueno, vi a estreia da Seleção na Copa do Mundo 2018. Desde que foi apitado o início da partida, meu peito retomou a vontade de acreditar «novamente» no Brasil. Quando escrevo Brasil, neste momento, me refiro ao país como um todo, não apenas à equipe dirigida por Tite.

O jogo terminou empatado, nesse 1×1 chato, incômodo, apesar de todo o empenho dos atletas nacionais. Do outro lado, calma e muito orgulhosa de enfrentar o pentacampeão mundial, a Suíça optou pela tática da defesa. A equipe de vermelho teve raríssimas ocasiões de trazer perigo ao gol brasileiro, mas teve a sorte de marcar um golaço, com um lance certeiro de bola parada. Chato pra quem estava elogiando a performance da Seleção…

Meu peito retomou a vontade de acreditar «novamente» no Brasil

Eu estava exatamente falando com um amigo, sem imaginar que a equipe adversária fosse capaz de marcar um mísero gol, tendo em vista o primeiro tempo, no qual o Brasil simplesmente foi brilhante. E, nesse momento, a rede balançou, o narrador francês gritou «buuuuut» da Suíça!

Até então, como os onze jogadores em campo, eu também estava sorridente, corajoso, já de olho na final, talvez contra a Alemanha. Mas o empate fez minhas pernas tremerem. O técnico Tite foi o único que conseguiu esconder o pânico generalizado. Como em outras edições de Copa do Mundo, a perda de controle provocou o inesperado.